retrospectiva | um ritual de passagem

Memórias se enfiam em toda parte. Porém, há buracos e manchas. Seguir o fio da meada até a origem pede fôlego demais. Você tem? O suficiente pra acender uma vela?

O que fica neste corpo estranho é a costura espiralada. Em duas órbitas. #decodifique à luz do teu desejo

Alice, por exemplo: minha primeira paixão literária (o golpe do espelho invisível). Ou esse restinho de texto, inscrito na certeza de fazer o mal, outra mensagem de fim de ano. Lá onde Janus espreitava uns desejos| arrisque um fósforo:

(…) Eu e a casa formamos o mesmo corpo. Mortos poderiam soprar a verdade em nosso ouvido e outras fendas, e ainda sairíamos desta matéria-lagartixa, largada na parede branca, com olhos antigos e mansos, suspensos num segredo vivo. Assim, invisíveis e imóveis, no meio de eternidades e coisas.

Em desordem crescente, as publicações DESTA caixinha de tartarugas, para grudar na geladeira, pendurar perto do calendário ou pôr na mesa do escritório:

Durante o corpo | Márcia Tiburi

O corpo sem lugar | Alfredo Fressia

epígrafe: monumento mínimo | néle azevedo

fio de água

dança das mãos

mais um fio

sincronicidade de teares e outros sustos

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